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História da revista Urbânia
A revista Urbânia foi lançada em 7 de março de 2001 e era focada nas ações e discussões do Núcleo Performático Subterrânea. O segundo número da revista foi lançado em abril de 2002, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro. Originalmente, a revista era feita em fotocópias preto-e-branco, em uma tiragem pequena, de 300 exemplares. Mas ela tinha uma distribuição eficiente: a Editora Pressa – editora independente de Graziela Kunsch – enviava aproximadamente 10 cópias da revista para 20 coletivos de artistas espalhados por diferentes cidades brasileiras. Como a revista tinha uma licença de livre reprodução, que estimulava que as pessoas copiassem e distribuíssem a mesma, a tiragem inicial acabava se multiplicando. A contracapa dos dois primeiros números trazia o texto “Mesmo que nossos versos nunca sejam impressos eles lá terão sua beleza, se forem belos, mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir, porque as raízes estão debaixo da terra mas as flores florescem ao ar livre e à vista. Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir”.

O Núcleo Performático Subterrânea nunca decretou seu fim mas, aos poucos, cada um de seus membros foi escolhendo caminhos diferentes. Todos ainda se sentiam parte desse projeto mas a revista deixou de ser uma necessidade vital de expressão. O que começou como um projeto coletivo estava dependendo muito de Graziela para acontecer, e ela pensou que, se a revista não era mais um projeto coletivo, não fazia mais sentido. Mas ela nunca abandonou a vontade de fazer a revista e acabou assumindo a edição do terceiro número, lançado somente em 2008, no contexto do projeto Arte e esfera pública. Nesse momento o tema da revista já não era a performance, mas ações de produção e transformação do espaço urbano. O projeto editorial da revista Urbânia 3 foi pensar o “direito à cidade”, entendido não apenas como um direito de acesso à cidade, mas como o direito de refazermos as cidades. A publicação foi feita com recursos de um Edital da Funarte e do Ministério da Cultura, o que possibilitou a impressão colorida e uma tiragem maior, de 1.000 exemplares. A distribuição teve a colaboração de movimentos sociais como o Movimento Passe Livre (que ficava com 50% da venda e retornava os outros 50% para a poupança do próximo número) e dos próprios autores de textos e projetos apresentados (que não haviam sido remunerados por seu trabalho e, caso optassem por vender as revistas, poderiam ficar com o valor da venda como uma ajuda de custo simbólica), entre outras estratégias experimentadas. A maior parte das revistas foi distribuída gratuitamente, especialmente para bibliotecas.

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